Entenda como funciona o Microagulhamento.

Atualizado: Jan 24


Atualmente, as alterações estéticas provocam um grande impacto social e, consequentemente, a ciência busca constantemente técnicas seguras e eficazes, baseada em evidencias clinicas, para minimizar seus efeitos.

A terapia de indução percutânea de colágeno por microagulhamento é uma tendência no mercado para amenizar as marcas de envelhecimento cutâneo, cicatriz de acne, estrias e alopecias e seus resultados são apresentados em diversos estudos científicos.

Muitos famosos tem realizado a técnica e postado o “durante” em suas redes sociais, o que acendeu e despertou o interesse das pessoas mais antenadas.

Vamos destrinchar então as informações de como age, o que faz, quais cuidados, pra que serve entre outros abaixo.


Microagulhamento


A técnica de microagulhamento está cada vez mais ganhando notoriedade pelas boas respostas terapêuticas. O investimento de baixo custo, e a vantagem de produzir poucos efeitos adversos, têm motivado mais profissionais a aplicarem a técnica, e estimulado as pesquisas cientificas baseada em evidencias.


A técnica se baseia na produção de múltiplas micropunturas na pele gerando lesão tecidual controlada seguida do processo de cascata inflamatória e, consequentemente, estimulo e substituição das fibras de colágeno e elastina. Dentre as principais finalidades do microagulhamento as que mais se destacam é o tratamento de cicatriz de acne e rejuvenescimento com resultados surpreendentes e superiores a diversas opções do mercado.


O procedimento de microagulhamento é realizado rolando um equipamento com agulhas sobre a pele para frente e para trás, com a mesma pressão, em várias direções, para que se obtenha uma distribuição uniforme dos furos (FABBROCINI et al, 2009). Esta ação gera múltiplas microlesões na derme, o que estimula o início da cascata de fatores de crescimento, resultando em neocolagênese e neoangiogênesse. Os mediadores agem estimulando a formação de colágeno e capilares sanguíneos que permitem melhor suprimento sanguíneo ao tecido (CACHAFEIRO, 2015). Com este aumento na produção dessas substâncias, toda a pele é reestruturada e beneficiada com a reorganização das fibras internas (TOREZAN, 2013).


Além de seu efeito causado pela lesão controlada seguida de reparo também temos a opção de trabalhar com a função que chamamos de Drug Delivery. Esse nome se dá a técnica de aplicação de um agente ativo na região logo após a lesão. Em estudos podemos notar o aumento de ate 500 vezes a absorção do ativo na pele neste momento, o que abre muitas portas para aproveitar a oportunidade e aplicar algo que auxiliará a pele a atingir o objetivo proposto pelo profissional. Lembramos que somente aplicamos ativos medicamentosos ou cosméticos estéreis, ou substancias que chamamos autólogas. Essa substancia esta se tornando famosa, são conhecidos como PRP (plasma rico em plaquetas). Esse plasma possui mediadores químicos, os fatores de crescimento, e eles irão “comunicar” e startar o organismo a produzir colágeno, ou novos vasos por exemplo.


Em algumas clinicas é comum a aplicação de ácidos para diversos efeitos neste momento, porem o acido não é estéril na maioria dos casos, nem precisamos que ele atinja camadas tão profundas da pele e, portanto não trabalhamos com esta técnica que não se apresenta eficaz e segura ao mesmo tempo.


Sobre o equipamento


Existem dois tipos de equipamentos cada um com uma vantagem específica e por isso não poderemos dizer qual o melhor, pois dependerá do caso a ser tratado.


O instrumento utilizado para a realização do microagulhamento, chamado de roller, é constituído por um rolo encravado por agulhas estéreis, alinhadas simetricamente em fileiras, sendo que comprimento das agulhas se mantém ao longo de toda a estrutura do rolo e varia de 0,25mm a 2,5mm e será escolhido de acordo com avaliação do profissional a depender de diversos fatores.


Atualmente também contamos com equipamentos elétricos, chamados Dermapen, que possui agulhas em sua base onde ao ser ligado vai entrando e saindo da pele gerando o efeito de micropuntura. Ele é mais recomendado para pequenas regiões faciais e também possui ajuste de comprimento. A vantagem é que este ajuste se dá no próprio equipamento não sendo necessário trocar ao longo do procedimento no cliente para atingir todas as regiões.


Importante ressaltar que no Brasil, a legislação de equipamentos médicos sob regime de Vigilância Sanitária compreendem todos os equipamentos de uso em saúde com finalidade médica, odontológica, laboratorial, fisioterápica, e, ainda, os com finalidade de embelezamento e estética. Agulhas com componentes plásticos não desmontáveis são produtos enquadrados como de uso único proibidos reprocessamentos, e devem possuir registro na Anvisa (ANVISA).


Todos os equipamentos no Brasil são descartáveis por isso é muito importante pedir para ver o equipamento ser aberto na sua frente, pois ele vem embalado e lacrado em esterilização por raios gama.


Microagulhamento capilar funciona?


O microagulhamento capilar é um tratamento muito interessante pois a ativação realizada na região ira fornecer ao organismo a indução de mediadores, que já citamos anteriormente, o PRP. Este estimulará a produção de novos vasos, fazendo com que a alimentação e nutrição do bulbo capilar seja feita pelo organismo de forma muito eficiente.


Além disso, também usufruímos da ação do drug delivery aplicando ativos medicamentosos muito importantes para nutrição e estimulo do fio. Os resultados são surpreendentes. Aqui na clinica trabalhamos com este e mais diversos tratamentos para queda capilar associados entre si para proporcionar o máximo de efeito como por exemplo o laser vermelho, a carboxi e as famosas enzimas.


Microagulhamento para estrias


Agora que entendemos que ele estimula a produção de colágeno, novos vasos, fibras elásticas etc, faz todo sentido ele ser utilizado como tratamento para estrias. Entretendo o profissional irá avaliar se é recomendado submeter o paciente a este tratamento ou outros como por exemplo o famoso Striort, ou então Carboxi, CO2 fracionado, entre outros.


Quando verei os resultados?


A formação de novo colágeno atinge seu pico em cerca de 10 a 12 semanas após o tratamento; de modo que, segundo a literatura, um resultado completo pode ser observado após 8-12 meses de tratamento

Na clinica solicitamos um período de 30 dias para reavaliarmos os efeitos na pele. Os efeitos esperados são: melhora em cicatrizes, na firmeza e volume, pois estimula formação de colágeno.


Quais os riscos de microagulhamento?


Podemos dizer que a lesão proporcionada pelas agulhas são lesões controladas, e ela é feita dessa forma justamente, pois as áreas de pele íntegra irão ajudar as áreas afetadas a se recuperar de forma muito mais eficaz. É um tratamento muito seguro e devemos notar as recomendações do profissional que atende.


Vamos prestar bastante atenção ao que o profissional orienta em relação à como cuidar em casa da pele após o procedimento. Os cuidados pós procedimento são extremamente importantes para atingir o objetivo. Temos uma recomendação que soa um tanto estranha mas é muito importante: não utilizar protetor solar por 24 horas após procedimento. Dra tem certeza? Essa pergunta eu busco responder com muita cautela para que o paciente compreenda o porquê. O protetor solar com agentes ativos químicos é extremamente tóxicos para a pele que se encontra aberta, portanto não recomendamos aplicar. No caso a melhor coisa a se fazer é se proteger do sol e luz muito próxima messe período. Em estudos de corte histológico da pele podemos ver que após 24 horas as ilhotas lesionadas já estão tamponadas por fibrina e iniciando o processo de reparação tecidual.


Outra dica muito importante é justamente neste período utilizar ativos recomendados pelo profissional. Os ativos devem ser estéreis, pois irão penetrar a pele.


No pós procedimento a pele fica bem avermelhada e inchada e este sintoma não deve ser acalmado com uso de corticoides nem antinflamatórios pois nos queremos este efeito na pele para deflagrar os processos importantes para reparação e melhora estética. Esses sintomas normalizam em ate 3 dias.


Onde realizar o microagulhamento? Cuidados ao escolher a clinica


O procedimento de microagulhamento é minimamente invasivo e por isso recomendamos que você procure por profissionais habilitados e certificados, e uma clinica com toda documentação legal de ANVISA, descarte de lixo perfurocortantes etc. isso tudo irá garantir que o profissional trabalhará com as máximas garantias de higiene e biossegurança. Aqui na Clinic trabalhamos desde a técnica surgiu no mercado e acompanhamos ano a ano as suas evoluções cientificas e boas praticas.


Qual valor?


Todo cliente quer saber quanto custa à técnica. Ela ira variar da região da clinica, do profissional que ira atender, do programa que irão montar e dos ativos aplicados na pele. Porem para se ter uma ideia ele varia entre 300 a 500 reais a sessão.


Aqui na clinica realizamos uma avaliação personalizada para cada cliente para entender qual será a mescla de ativos aplicados de acordo com cada necessidade individual da pele e objetivos da paciente.


Deixo aqui uma informação muito importante aos clientes que querem se aventurar no procedimento e realizar sozinhos em casa. Recomendo fortemente que você não realize isso na sua casa e os motivos são bastante óbvios:


Sua casa não é um local seguro e asséptico

Não tem o aparato de biossegurança necessários

Após uso você não pode de maneira alguma, nem mesmo lavando com álcool guardar equipamento, entretanto em casa também não terá o suporte para descarte. Caso você jogue em lixo comum você estará colocando a saúde de outra pessoa em risco pois podem se furar com agulha contaminada.


O procedimento poderá ser recomendado em sessão única ou em um programa contendo algumas sessões com intervalo de 30 dias.


Microagulhamento doi?


Vamos a pergunta de todos os clientes. Sim, dói. Essa sensação pode ser minimizada ou anulada com o uso de algum anestésico tópico. A sensação será dependente do comprimento de agulha, bem como a sensibilidade de cada paciente.


Contra indicações


Além de doentes crônicos, diabetes descompensada, gestantes e auto imunes, temos também alguns outros fatores que te colocam na tabela de contra indicados como por exemplo o uso atual ou recente de Roacutan, a isotretinoína. Isso se da pois o medicamento tem efeito queratolítico e afina a pele o suficiente para não executar técnicas agressivas a mesma.


Algumas pessoas ficam em duvida da realização do procedimento em pacientes com a toxina botulínica, conhecido por apenas Botox. A verdade é que não há problema uma vez que a toxina está aplicada na musculatura facial e o microagulhamento penetrará ate a derme.


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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ANVISA. Legislação de equipamentos médicos. Disponível em: http://portal.anvisa.gov.br/ Acesso em: 18 de abril de 2016.

CACHAFEIRO, T. L. Comparação entre laser fracionado não ablativo 1340nm e microagulhamento para tratamento de cicatrizes atróficas de acne: ensaio clínico randomizado. Porto Alegre, 2015. Disponível em: http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/119387/000970050.pdf?sequence=1. Acesso em: 18 de abril de 2016.

CRBM. Regulamentação e Código de Ética da Profissão de Biomédicos. Conselho Regional de Biomedicina 1ª Região. Agosto, 2016. Disponível em: http://crbm1.gov.br/site/wp-content/uploads/2013/12/REGULAMENTA%C3%87%C3%83O-E-C%C3%93DIGO-DE-%C3%89TICA-DA-PROFISS%C3%83O-DE-BIOM%C3%89DICO-2.pdf Acesso em: 05 setembro 2016.

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FABBROCINI, G. Et al. Tratamento de rugas periorbitais por terapia de indução de colágeno. Bolonha, 2009. Disponível em: http://www.surgicalcosmetic.org.br/detalhe-artigo/24/Tratamento-de-rugas-periorbitais-por-terapia-de-inducao-de-colageno. Acesso em 19 de abril de 2016.

LIMA. E. V. A.; LIMA M. A.; TAKANO, D. Microagulhamento: estudo experimental e classificação da injúria provocada. Recife, 2012. Disponível em: http://www.surgicalcosmetic.org.br/detalhe-artigo/261/Microagulhamento--estudo-experimental-e-classificacao-da-injuria-provocada. Acesso em: 19 de abril de 2016.

MENDONÇA, J. R.; NETTO, J. C. Aspectos celulares da cicatrização. São Paulo, 2009. Disponível em: http://www.producao.usp.br/bitstream/handle/BDPI/7230/art_MENDONCA_Aspectos_celulares_da_cicatrizacao_2009.pdf?sequence=1&isAllowed=y acesso em: 19 de julho de 2016.

NEGRÃO, M. M. C. Microagulhamento bases fisiológicas e práticas. Editora CR8, 1° edição. São Paulo, 2015.

SCLIAR, M. História do Conceito de Saúde. Rev. Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, 2007. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/physis/v17n1/v17n1a03 Acesso em: 19 de março de 15.

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TOREZAN, Luis. Microagulhamento: novo método para rejuvenescimento da pele. Entrevista concedida a Sociedade Brasileira de Dermatologia, 2013. Disponível em: https://sbcd.org.br/noticia/2499 Acesso em: 19 de julho de 2016

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