Os efeitos benéficos da planta Babosa para o cabelo e a pele

Atualizado: Jan 24


A utilização de plantas para diversos tratamentos permanece até os dias de hoje fazendo parte da cultura brasileira. Observa-se que a utilização da planta Aloe Vera, conhecida como Babosa no Brasil, é muito utilizada e conhecida para o tratamento de queimaduras, bem como para utilização com fins estéticos, sendo que as pesquisas existentes sobre a composição fitoquímica mostram que a planta exerce função que auxilia no processo de cicatrização em tecidos humanos.

A planta pode ser dividida em suas partes, a casca verde externa e o interior da folha onde encontra-se um gel constituído de um tecido parenquimático rico em polissacarídeos, entre eles o mais importante é o acemannan, que comprovadamente, é um extraordinário imunoestimulante, já comprovado nos Estados Unidos pela FDA (Food and Drug Administracion) que possui poder de acelerar a regeneração de células da pele.

O texto que segue é um resumo sucinto da minha pesquisa científica de Pós Graduação sobre o tema. Não recomendamos a utilização de preparos caseiros, porem a Babosa foge a essa regra e pode ser utilizada se feita de forma correta.

Os estudos etnobotânicos são muito importantes no Brasil, já que seu território abriga uma das mais ricas floras do mundo (ZUCCHI, 2013).

A Aloe vera também é encontrada como ingrediente principal em diversos cosméticos, direcionados à beleza, visando cuidados com os cabelos e pele, devido às suas propriedades terapêuticas que agem como lubrificante, recondicionando cabelos secos e quebradiços, ou seja, funciona como um condicionador natural, capaz de tornar os fios mais hidratados, brilhantes e macios. Na indústria dos cosméticos e de produtos de higiene pessoal, a planta tem sido utilizada como material de base na produção de cremes, loções, sabonetes, xampus, produtos de limpeza facial entre outros, pois seu gel é muito popular pela sua ação como hidratante (LIMA, 2010).

A Aloe Vera tem sido utilizada como um recurso de alimento funcional especialmente no preparo de bebidas saudáveis, pois apresenta capacidade farmacêutica de melhorar a biodisponibilidade de vitaminas coadministradas em humanos, e consequentemente o gel pode ser utilizado para tornar biodisponíveis medicamentos e alimentos que são normalmente mal absorvidos através da via oral de administração. (HAMMAN, 2008).

O interior de suas folhas é constituído de um tecido parenquimático rico em polissacarídeos (mucilagem), que lhe confere uma consistência viscosa (baba), de onde surgiu o nome babosa. Nessa mucilagem ou gel encontram-se seus princípios ativos, que são constituídos de tecido orgânico, enzimas, vitaminas, sais minerais, e aminoácidos, dentre os quais 18 são importantíssimos para o home, e desses, sete pertencem aos oito não sintetizados pelo nosso organismo (BACH, 2014). Após a eliminação dos tecidos mais externos da folha, obtêm-se um gel mucilaginoso com aparência viscosa e incolor. Constitui-se principalmente por água e polissacarídeos, além de 70 outros componentes, tais como, vitamina A,B,C e E, cálcio, potássio, magnésio e zinco, diversos aminoácidos, enzimas e carboidratos (TESKE & TRENTINI, 1997).

Além desses componentes a babosa possui um polissacarídeo chamado acemannan,que comprovadamente, é um extraordinário imunoestimulante, já comprovado nos Estados Unidos pela FDA (Food and Drug Administracion). Na sua casca encontram-se a seiva que é rica em aloína, alantoína e antraquinonas, que são exceltentes cicatrizantes, porém, seu uso interno tem efeito catártico e para algumas pessoas pode afetar os rins, motivo pelo qual a casca da babosa ou sua seiva não devem ser usados internamente (CREA, 1995. P 128).

O uso popular da babosa mostrou-se eficaz observando estudos científicos disponíveis até o momento analisados acerca das propriedades da Aloe Vera.

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REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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CREA, P. Aloe Sabila manual práctico y clinico: terapias e medicinas alternativas. Buenos Aires: Continente, 1995.

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TESKE, M.; TRENTINI, A.M.M. Herbarium - Compêndio de Fitoterapia. 3.ed. Curitiba: Herbarium Laboratório Botânico, 1997.

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